Vídeo: curta animação leva a reflexão sobre o consumismo desenfreado

A animação abaixo mostra a busca do homem pela dominação e consumismo, visando o benefícios próprios, sem ponderação das consequências ou respeito por qualquer tipo de vida, que infelizmente é a realidade de nossa história e se acentuou  em nossa sociedade moderna atual, tanto pelo aumento do consumo, quanto pelo meio de produção em grande escala e aumento populacional.

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Confira 15 dicas para levar a sustentabilidade ao seu dia a dia

Que tal umas dicas para ajudar nosso dia a dia a ser mais sustentável e consciente ?

1) Economize água
Estima-se que uma única torneira pingando pouco mais de uma gota por segundo pode desperdiçar, em um dia, 46 litros de água. Então não deixe a torneira aberta mais tempo que o necessário e conserte vazamentos rapidamente. Construa cisternas para armazenar a água da chuva e use-a para lavar o quintal. Também reaproveite a água da máquina de lavar roupa para regar jardins e abastecer vasos sanitários.

2) Utilize produtos biodegradáveis
Os produtos de limpeza e higiene contêm substâncias químicas tóxicas que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Dessa forma, substitua produtos de limpeza à base de cloro por vinagre e bicarbonato de sódio. Além disso, procure comprar produtos de menor impacto, como sabões e detergentes biodegradáveis.

Também tem como fazer produtos de higiene e limpesa de forma caseira, o que te faz economizar dinheiro e diminuir a poluição na água e impactos ambientais, além de ser divertido (: em breve postarei uns tutoriais.

3) Alimentos orgânicos fazem bem para a saúde
Sem pesticidas ou metais pesados, os alimentos orgânicos promovem benefícios para a saúde e, claro, para o meio ambiente, já que não interferem negativamente nos solos de cultivo. Ao optar por esse tipo de alimentação, você ajudará também no desenvolvimento local e na agricultura familiar, uma forma consciente de consumo.

Produte se inteirar das feiras de orgânicos ou pequenos produtores de sua cidade.

4) Não ao desperdício
O consumo consciente está ligado diretamente à quantidade de comida desperdiçada. Para evitar que isso aconteça, compre menos no supermercado para não deixar que os alimentos vençam e cozinhe a quantidade suficiente para que não estrague e você precise jogar fora.

Utilize as sobras para preparar outros alimentos.

5) Consuma menos carne
A pecuária bovina é a maior responsável pelo desmatamento no Brasil e um dos maiores consumidores de água do planeta. Além disso, os animais passam por situações degradantes até chegar à sua mesa e são alimentados com insumos que fazem mal até mesmo à sua saúde. Por isso, pense duas vezes antes de consumir.

6) Separe o lixo reciclável
Apesar de ser uma dica simples e já conhecida, nunca é demais lembrar da necessidade da coleta seletiva para que haja destinação correta dos resíduos e evitar a contaminação de lagos e solos. Por isso, tenha uma lixeira em casa destinada à separação de lixo reciclável.

Para o lixo orgânico, pode ser feito compostágem e adubo, caso tenha uma horta em casa. Assim seu lixo será diminuido e suas plantas agradecerão.

7) Use menos o carro
Atualmente, um dos maiores problemas da sociedade é a mobilidade urbana. O crescimento dos grandes centros e o trânsito cada vez mais caótico têm se tornado um desafio para quem quer chegar a determinado ponto da cidade de carro. Por isso, uma alternativa sustentável é usar transporte público, bicicleta ou caminhar no lugar dos automóveis. Além de reduzir o estresse, você ainda colabora com o meio ambiente.

Aproveite para se exercitar, desestresas e relaxar, levar seu cão para passear, dar um passeio… Com o tempo, você verá que poderá andar cada vez mais longe sem o carro, e apreciar o ambiente a sua volta sem se preocupar com o trânsito.

8) Ao sair, apague as luzes
Nunca deixe as luzes acesas. Apague-as sempre que necessário e, quando possível, prefira a luz do Sol, abrindo as janelas, cortinas e persianas.

Produte utilizar a luz elétrica somente a noite, ou quando estiver lendo. Aproveite, deixe a luz natural entrar e obtenha um pouco de vitamina D.

9) Tire os eletrodomésticos da tomada
Faça uma vistoria na casa toda para achar os equipamentos que estão ligados desnecessariamente. Você vai reduzir o seu consumo de energia drasticamente, acredite!

10) Cultive áreas verdes
Manter uma área verde próxima a você pode resultar em menos estresse, além do benefício ambiental, é claro! Por isso, cultive gramados, jardins e até mesmo mini-hortas em casa. Além de oferecer conforto térmico, a vegetação valoriza os imóveis e melhora o ambiente.

Tem uma horta é muito divertido, além de prático, podendo evitar idas ao mercado. E a alimentação é natural, sem pesticidas.

11) Diminua o uso de embalagens
Evite usar sacolas plásticas no seu dia a dia, já que o material demora muitos anos para se degradar e polui o meio ambiente. Ao comprar produtos, leve sua própria sacola de pano ou prefira as caixas de papelão.

12) Evite materiais descartáveis
No lugar dos copos plásticos ou das garrafinhas, use uma caneca ou uma garrafa de vidro para evitar ao máximo usar bandejas, pratos, talheres e tudo que for descartável.

Assim, em festas de aniversário utilize louças, no trabalho tenha sua xícara e copo, como também, talheres… essas pequenas ações diminuem uma grande quantidade de lixo que você não percebe que gera.

13) Pense antes de comprar
A empolgação muitas vezes toma conta de nós em uma liquidação e até mesmo em um supermercado. Por isso, pare e respire: você vai evitar comprar por impulso coisas que não precisa, mesmo que estejam em uma “super promoção”.

Organize suas compras, faça planejamentos, utilize planilhas, saiba exatamente aonde investe seu dinheiro e no quê.

14) Cuidado com os transgênicos
Sabe aquele triângulo amarelo com um “T” no meio? Ele identifica os alimentos que são transgênicos, ou seja, geneticamente modificados e que fazem mal ao meio ambiente e à saúde.

Consumimos muitos trangênicos como ingredientes de alimentos industriais sem saber, evite consumir congelados e refeições prontas, busque saber a procedência dos ingredientes e preparar seus alimentos, quem saiba utilizando sua horta?

15) Reaproveite
Use a criatividade e treine suas habilidades artesanais para reformar caixas de madeira e de papelão, garrafas, latas, vidros entre outros. Ao reaproveitar os materiais que iriam para o lixo, você pode obter lindas peças decorativas e ainda se divertir.

Caso não tenha muitas habilidades manuais, separe os materiais e venda para quem os pode utilizar ou reciclar. Assim o lixo será diminuido, reaproveitado, poderá ganhar um dinheiro e evitará a extração de uma materia prima nova.

Referências

Pensamento Verde

Motivo para leite e laticínios não serem consumidos por vegetarianos estritos e veganos

Por que leite e laticínios são alimentos abolidos da alimentação de vegetarianos?

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Muitos acreditam que o leite não leva “a morte do animal” como a carne para ser produzido, e assim o seu consumo não é algo errado ou cruel. Entato caros amigos, infelizmente vamos mostrar neste post que isto não é verdade, a crueldade permeia todo este meio de industrial como todos os outros derivados de animais.

Assim como nós, as vacas são mamíferos e produzem o leite para alimentar seus filhotes, ou seja, para ter leite tem que ter um bezerro que deveria se alimentar dele.

Mas se nós, animais humanos tomamos este leite que deveria ser consumido pelo bezzero, o que acontece com o filhote? Bem, não precisa ser um gênio da lâmpada para descobrir.

Então, como o leite é produzido?

As vacas são fertilizadas pela indústria de produção de leite, utilizando o método de  “inseminação artificial”.

A inseminação artificial é feita com a imobilização da vaca (rape rack ~ instrumento de estupro), que uma vez imobilizada alguém insere o braço no reto do animal para posicionar o útero e em seguida coloca um instrumento de metal em sua vagina para a inseminação.

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Fonte

Quando o animal dá a luz, seu filhote é rapidamente separado para não consumir o leite que irá para bocas humanas, e os que se atrevem a tentar são agredidos.

A vaca após ter o filhote, é inseminada 3 meses depois para voltar a produzir filhotes para gerar o leite.

Após a separação do animalzinho de sua mãe, estes se femininos são separados para a produção de leite, iniciando após 2º ano de vida, e se masculinos são vendidos para a indústria de carne ou couro.

Os machos com carne pobre são destinados a ração de animais.

Os machos com carne de “melhor aspecto” são destinados a produzir carne vermelha, ou vitela. Para produzir a vitela os bezerros ficam confinados para não desenvolverem os músculos e com alimentação de péssima qualidade, no qual ficam anêmicos e com a carne esbranqueçada e macia. Este confinamento acontece em jaulas são sem higiene, e para evitar sua morte por microorganismos os animais tomam uma grande carga de antibióticos, que impregnam na futura carne que muitos consomem.

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“A vitela é a carne de um bezerro anêmico que passa os seus cinco meses de vida em um cercado minúsculo, impedido de se mover, para a carne ficar macia; […]” Fonte

Os destinado a produção de carne vermelha, vão para engorda e 90% destes ficam em jaulas (no qual nem conseguem deitar ou se mover) para não haver perda de peso, vivendo com pouca higiene, superlotação e temperaturas extremas.

As vacas leiteiras após começarem a produzir pouco leite, são mortas e moídas para ser feito o hambúrguer. Do seu estômago (e dos bezerros) é feito o coalho que é utilizado no leite.

Consumo desnecessário

Portanto caros leitores, nenhum derivado de animal é livre de crueldade ou de morte.

Nenhuma vaca quer dar para nós o seu leite que é destinada para nutrir seu filhote, nós somente consequimos isto as confinamos, inseminamos, matando seu filhote para roubar seu leite.

Isto é uma crueldade desnecessária, pois nós nem deveriamos estar tomando o leite desde animal que não foi produzido para nós e para nossa espécie, e além disto, após sair da primeira infância não necessitamos deste tipo de alimentação, ou você já viu outros mamíferos quando adultos tentando surrupiar o leite alheio de outros filhotes?

Por isso, não necessitamos de leite (que não seja o materno para bebês) e laticínios para sobreviver, tanto que muitos de nós são intolerante a lactose ou alérgicos a proteína do leite.

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Fonte

O leite industrializado

O leite industrializado por passar por variados processos como branqueamento, homogeneização e pasteurização para se tormar consumível após sair de um animal em péssimas condições de saúde e higiene, destroem uma enzima denominada fosfatase que essencial para a absorção de cálcio dos produtos lácteos.

Por isso, o leite industrializado não é um alimento saudável, não contém o tipo de cálcio correto para ser absorvido em nosso corpo, que após a pasteurização tem um  efeito oposto em nossos ossos, forçando a retirada de cálcio.

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Tradução: Leite. Ingredientes: Estupro, Tortura, Abuso, Infanticídio, Assassinato, Doença Cardíaca, Câncer de Mama, Obesidade, Osteoporose, Diabetes.

Fonte

Em estudos americanos, o leite foi associado a osteoporose e doenças cardíacas e desenvolvimento de tumores, pois as vacas leiteiras são bombardeadas de hormônios para que produzam 10 à 20x a quantidade normal de leite que naturalmente produziriam para alimentar um bezerro.

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Fonte

Mas claro que isto não é exposto, pois não é de interesse do grande capital que lucra com esta tradição alimentar.

Entanto, veja algumas notícias envolvendo aditivos tóxicos encontrados no leite e a degradação do seu processo de produção:

Os órfãos do leite: Investigação sobre a indústria dos laticínios da America do Sul

Vigilância sanitária encontra formol e proíbe venda de leite que era distribuído em escolas.

PF investiga empresas por urina, soda cáustica e água oxigenada em leite

Saiba que cada vez que consome laticínios (queijo, manteiga, nata, iogurte…),  você sustenta essa forma de produção, aumentando a demanda deste produto e para isso de depredação ambiental, confinamento e morte animal para o produzir.

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Referências

Anda

Vegetarianismo

Debate sobre vídeo de Dawkins: Homoafetividade, controle populacional e necessidade de um controle rígido de natalidade

Este vídeo levante um tema muito interessante e pouco debatido em nosso país, o aumento populacional e a homoafetividade.

*Abaixo escrevo minha visão pessoal sobre as temáticas comentadas no vídeo, caso tenha algo a complementar ou discordar, os comentários estão abertos para apontamentos elaborados sobre o tema.

Pela teoria de Dawkins não é desta forma (gerando uma adaptação pela homoafetividade) que a natureza operaria numa possivel medida de controle populacional, pois nossos genes tem o interesse de se replicar o máximo possivel de forma que tenha recursos para sobreviver, e isso ocorre com reprodução heterosexual.

Este método de sobrevivência baseado em excesso de reprodução, para nós hoje como sociedade moderna, não é mais adaptativo.

O nosso número como espécie tente a aumentar cada vez mais, por variados motivos, sendo os principais os avanços de medicina que aumentam a expectativa de vida e falta de controles rígidos de natalidade. Neste movimento, os recursos para nossa sobrevivência (e de outras espécies) se tornarem cada vez mais escassos, e termos mais competição entre nós mesmos para estes recursos e espaço.

Nosso corpo ainda tem muitas adaptações evolutivas de milênios atrás, tendo o objetivo maior de sua existência: sobreviver e reproduzir. Isto antes isso era necessário para chegarmos aonde estamos hoje, para sobreviver ao ambiente hostil, com muitos predadores e condições ambientais adversas, precisavamos reproduzir rapidamente pois morriamos cedo e muitos filhos não sobreviviam.

Entanto hoje, nossa vida de humanos modernos é muito diferente da que tinhamos a um século atrás, imagine comparar com a vida que tinhamos a milênios. Contornamos essas situações adversas nos adaptanto para isso fisiológicamente e criando instrumentos para facilitar nossas atividades, resultando em mudanças muito rápidas culturais e sociais, mas, nosso corpo não evolui nessa mesma velocidade, e até hoje, continuamos a ter as mesma inclinações evolutivas de milênios atrás, no qual elas eram realmente necessárias, mas que hoje, num contexto totalmente diferente, onde temos necessidades diferentes, é desadaptativa e em vez de promover nossa sobrevivência pode levar ao oposto.

Sobre a homoafetividade, acredito que mesmo não sendo uma adaptação, a homoafetividade faça sua parte para auxiliar no controle populacional, algo que é uma necessidade gritante para muitos países, principalmente os “não desenvolvidos”.

Para uma população se manter, um casal deve ter no máximo 2 filhos, para a população diminuir, um casal deve ter 1 ou nenhum filho.

Já os casais homoafetivos (quando não contituiram familias hetero anteriores com prole) não se reproduzem, compensando a quantidade de filhos que heteros que se reproduziram muito (mais de 2 filhos), auxiliando a estabilizar ou diminuir a densidade populacional. Sem contar que os que desejam, podem adotar crianças abandonadas, podendo dar uma chance a estas de obter uma família, maiores chances de ascensão social e distanciamento da marginalidade por investirem em sua educação e darem um suporte sócio-cultural e afetivo a ela.

Como vemos, o desiquilíbrio de uma espécie (como vemos hoje com nossa grande expansão populacional) causa uma crença de domínio sobre as outras e superioridade, mas isso é uma ilusão, porque levará a competição por recursos básicos (como alimentação e água) entre membros da própria espécie, sem contar os impactos ambientais e extinção de outras espécies.

Por isso neste momento que estamos vivendo, a gravidez deve ser planejada e muito bem pensada, visando o equilíbrio populacional. Ao decidir ter uma criança, isto (por enquanto) é uma decisão somente da mãe ou casal, mas estes devem ter consciência do impacto ao planeta que esta criança vai causar (não somente a mudança na vida pessoal do casal e no financeiro), e tomar isto como responsabilidade, visando tornar a existência de sua prole algo mais sustentável possível. Pois se não houver essa conscientização, o planeta não conseguirá comportar e suprir todas as necessitades de uma espécie de tão grande magnitude como a nossa, se continuar segundo neste rítmo de espansão e aumento de espectativa de vida. 

Autoria própria.

Quais países tem maior chances de sobreviver ao aquecimento global ?

O mapa abaixo, fundado nos dados da ND-Gain Index, um projeto da Universidade de Notre Dame, mostra os países que tem maior e menores chances de sobreviver, sendo o vermelho escuro para piores perspectivas, laranja para medianas e verde claro para boas perspectivas.

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Fonte

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Fonte

As mudanças climáticas vão influenciar todo o mundo, mas algumas nações sofrerão mais, assim notamos a necessitada de dos países mais ricos em prestar auxilio aos mais pobres, evitando os desastres que podem piorar ainda mais suas condições, como a devastação da agricultura pelas chuvas ácidas.

Referencias

Hypesciencia

Humanos estão causando a sexta extinção em massa da Terra

esqueleto da vaca marinha (Foto: tim evanson / flickr/ creative commons)ESQUELETO DA VACA MARINHA (FOTO: TIM EVANSON / FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Vitus Bering, o famoso explorador, talvez tenha liderado a expedição científica mais ambiciosa lá por 1730. Comandando 10 mil pessoas, ele foi encarregado de explorar as vastas terras da Sibéria e o desconhecido mar entre a Sibéria e o Alasca. Em 1741, ele foi forçado a desembarcar em uma terra que posteriormente seria conhecida como ‘ilha de Bering’, onde ele morreria. Em sua equipe estava o médico e naturalista Georg Steller, que descobriu nas calmas águas próximas à ilha um enorme mamífero de três toneladas, similar ao peixe boi, batizada devaca-marinha-de-steller (Hydrodamalis gigas).

A nova espécie é famosa para a ciência por que foi extinta apenas 27 anos depois de ser descoberta. Infelizmente, centenas de outros vertebrados foram extintos por causa da atividade humana nos últimos cinco séculos.

Em nosso último estudo, analisamos se a taxa moderna de extinções causadas por atividades humanas é mais alta do que a taxa natural de extinção. Isso é importante pois nos ajudará a compreender se estamos causando uma extinção em massa.

Na história da Terra, consideramos cinco extinções em massa – episódios nos quais grandes números de espécies foram extintas em um curto período de tempo. Todas as extinções em massa foram causadas por catástrofes naturais, como o impacto de um meteorito.

Taxas de extinção

Em nosso estudo, comparamos a taxa normal de extinção com as modernas. Na taxa normal, feita a partir da análise de milhares de fósseis de mamíferos recuperados dos últimos 2 milhões de anos, é esperado que duas a cada 10 mil espécies sejam perdidas a cada 100 anos. Por exemplo, se temos 40 mil espécies, veremos oito extinções em um século. Uma taxa muito maior do que essa indicaria uma extinção em massa.

Compilamos a lista de espécies extintas e possivelmente extintas da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), uma instituição que analisa esse tipo de dados. E descobrimos que 477 espécies foram extintas no último século.

Em uma taxa normal de extinção, esperaríamos ver apenas 9 extinções. Em outras palavras,tivemos 468 extinções a mais do que o esperado no último século! Colocando de forma diferente, as espécies perdidas nos últimos 100 anos demorariam mais de 10 mil anos para sumirem em uma taxa normal.

A serviço do ecossistema

Nossos resutlados são dramáticos e trágicos. Estamos perdendo espécies muito mais rapidamente agora do que nos últimos 2 milhões de anos. Nesse passo, podemos perder uma proporção enorme de vertebrados, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e peixes nas próximas duas ou três décadas.

A linha de pontinhos pretos mostra a taxa esperada de extinção natural. As linhas coloridas mostram como os vertebrados estão sendo extintos de fato (Foto: science advances - reprodução)A LINHA DE PONTINHOS PRETOS MOSTRA A TAXA ESPERADA DE EXTINÇÃO NATURAL. AS LINHAS COLORIDAS MOSTRAM COMO OS VERTEBRADOS ESTÃO SENDO EXTINTOS DE FATO (FOTO: SCIENCE ADVANCES – REPRODUÇÃO)

Essas espécies são nossas companheiras em nossa viagem pelo universo. Perdê-las têm sérias e muitas consequências. Elas são essenciais para manter o ecossistema funcionando – e também todos os benefícios que temos do funcionamento correto da natureza. A combinação de gases da atmosfera, a qualidade e quantidade da água, a fertilização do solo, polinização… esses são exemplos. Ao perder espécies, estamos erodindo as condições da Terra que são essenciais para o bem-estar humano.

Ainda há tempo de evitar as consequências mais trágicas de uma sexta extinção em massa, já que essa é causada por nós. Devemos controlar o crescimento populacional humano, diminuir as diferenças sociais e pensar em usos mais eficientes para nossos recursos naturais. Precisamos reduzir a perda de habitat, a pesca excessiva, a caça excessiva, a poluição e outros fatores que estão causando o episódio de extinção atual.

Somos a única espécie com capacidade de salvar todos os animais em perigo. Paradoxalmente, salvá-los é a única forma de nos salvar.

*Gerardo Ceballos é pesquisador de ecologia na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)

Fonte

Revista Galileu

Nômades digitais: lifestyle que busca a liberdade de viajar enquanto trabalha

Eu me deparei com o termo pela primeira vez, enquanto estava lendo alguns sites sobre como a tecnologia está influenciando as profissões. Para mim foi um conceito de vida profissional e lifestyle muito inusitado, que me gerou grande curiosidade e então emergi em dias de leituras sobre o tema, muitas das quais são do site Nômades digitais.

Essas pessoas, são um exemplo de como a tecnologia está rapidamente mudando nossa estrutura social forma de pensar e agir, dando novas perspectivas de vidas aos pessoas, e possibilidades a mobilidade que não eram sonhadas a décadas atrás.

Mas afinal, o que seria um nômade digital?

São pessoas que podem trabalhar em qualquer lugar, desde que tenha um notebook e conexão com a internet. Perceberam que podem ganhar dinheiro e subir na carreira sem precisar estar fixo num lugar, como em um escritório ou empresa. Assim, largam esse modelo de trabalho tradicional, algum vendem tudo o que tem, e caem na estrada, sem data e local para voltar, ganhando dinheiro e trabalhando durante seus percursos, buscando valorizar seu tempo, enriquecendo com vivencias da viagem, conquistadas numa vida de liberdade. Não são mochileiros ou estão em períodos sabático, tomam isso como estilo de vida e lucram em profissões que dão essa possibilidade.

Quem instigou esse lifesyle foi Tim Ferris, o escritor do livro best Seller “The 4-Hour Workweek”, mostrando como podemos trabalhar 4 horas por semana num negócio online promissor.  O livro teve tanta repercussão que além de deixar o autor milionário, inspirou muitos que criaram sites motivando a causa, entanto não ensinam como a aplicar.

E com o que trabalham?

Em variadas ramos e áreas, abaixo fiz uma lista dos meios de atuação mais citados.

Escritor de livros e ebooks;

Escritor de publicações para revistas ou jornais;

Escritor de conteúdos para blogs;

Revisor de textos;

Produtor de conteúdo para mídias sociais;

Contador;

Professor de idiomas online;

Professor de cursos para vestibular;

Tradutor de textos;

Tradutor juramentado;

Tradutor de áudio para vídeos;

Criador de legenda para vídeos;

Editor de vídeos;

Oferecer cursos online;

Palestrante;

Consultor: marketing, finanças, saúde, fitness, decoração;

Assessor de imprensa digital;

Loja online: de coisas que comprou nas viagens, importação;

Web Design;

Designer Gráfico;

Criador de logotipos;

Desenvolvedor de aplicativos;

Programador;

Suporte técnico a distância;

Aluguel de imóveis deixados em seu país;

Fotógrafo;

Venda de fotos online para banco de imagens;

E o que moveram essas pessoas a largarem tudo para buscarem uma vida na estrada?

A princípio, a Insatisfação.

Você em algum momento, olhou sua vida, viu um futuro traçado e uma carreira promissora, mas sentia que estava perdendo algo? Que trabalhar nisto não agregaria nada a você ou a outros? Que não teria aventuras e histórias para contar a seus netos? Que estava afastado do mundo, que não estava realmente vivendo?

Mesmo obtendo tudo que nos ensinaram ser bom e desejável para um bom futuro, muitos acabam insatisfeitos com nosso modelo de trabalho atual. Apesar disso, alguns optam por ignorar esse sentimento, mas outros, o abraçam e pensam em formas criativas de almejar o que querem, o que os levam a verdadeiras mudanças, buscando um sentido e a felicidade.

O nosso modelo de sociedade é baseada no “sonho americano”: acordar cedo, trabalhar 8 horas, pegar trânsito e vir para casa, ver a família algumas horas antes de ir dormir, para iniciar tudo novamente no dia seguinte. Comprar uma casa, carro, ter um jardim perfeito, uma família bonita, bem vestida, aguardar o ano todo por 30 dias de férias, aguardar décadas pela aposentadoria. É embutido em nós desde o nascimento expectativas segundo esse referencial, e os que o seguem são vistos como “bem sucedidos”, e invejáveis, sendo admirados por sua bela casa ou um cargo alto dentro de uma empresa.

E assim se inicia um ciclo, quanto mais bens materiais vai acumulando, mais se gasta para manter: reparos, taxas, impostos… Demandam cada vez mais dinheiro e consequentemente, tempo de trabalho, esforço e necessidade daquele aumento, mais uma promoção. Isso nos prende, e nos tira o foco do que realmente precisamos para sobreviver e o que nos faz bem. Essa ditadura dos deveres, fecha nossos olhos para olhar outros estilos de vida, e até lembrar como a nossa vida era antes disso tudo. Cria-se um ciclo trabalho-consumo, para tentar manter o padrão de vida valorizado socialmente.

Mas, muitos depois de um tempo neste ciclo, vem a perda do sentido. Depois que encontramos o sucesso na carreira, pela qual se fez anos de investimento de estudo e dedicação. O trabalho árduo para subir ao nível mais alto da profissão, os desafios acabam, encontram um das maiores fontes de infelicidade: o tédio.

Nós, seres humanos necessitam estar sempre em movimento, ter contato com o novo, o que desperta a curiosidade, o que nos move a aprender, e a falta disso, a normalidade, o tédio e a banalização de relações e ações que não produzem algo novo, traz a infelicidade.

E agora, o dinheiro será estímulo suficiente para sustentar a motivação profissional?

A insatisfação traz consigo questionamentos como: o que adianta ter salários altíssimos, comprando casa, mobiliando, piscina, sendo que você não tem tempo para aproveitar?  O que vale ter dinheiro para ir para qualquer lugar, se você só pode fazer isso poucos dias ao ano?

Os nômades digitais são pessoas que passaram por isso e resolveram mudar, mudar tudo o que não os deixavam mais felizes, se desprendendo do consumo para buscar uma vida mais livre, cheia de aventuras, experiências e coisas para recordar.

 

Trabalhar é necessário para nós sobrevivermos, mas será que a forma de trabalho difundida em nossa sociedade é a única válida?

Se não nos faz feliz, necessitamos pensar em alternativas, se lamentar e continuar na mesma não mudará nada.Os problemas precisam ter soluções práticas.

E nisto os nômades digitais pensaram, muitos caíram de cabeças em seus projetos pessoais, buscando disso seu ganha pão. Misturando trabalho e lazer, escolhendo o seu local de trabalho (sua casa, praça, quiosk, praia…) e horário de trabalho. Mas saiba, que a instabilidade e a necessidade de disciplina, acompanham esse estilo de vida que não é para todos.

Buscam viver de um jeito mais livre e dinâmico, e muitos encontram variadas formas de obter dinheiro, o que traz um amplo aprendizado, combatendo a rotina, conhecendo variados lugares diferentes, sem ter que para isso, esperar as próximas férias. Desta forma, buscam inserir a novidade no dia a dia do trabalho, para se tornarem mais produtivos, criativos, surpresos, interessados, curiosos e felizes.

O que é necessário para ser um nômade digital?

Gostou do estilo de vida e acha que pode ser o que sempre almejou? Abaixo, fiz uma seleção de tópicos para se analisar e pensar antes de cair de cair com o pé na estrada.

Pontapé inicial

Muitos acreditam que para ser um nômade, é necessário ser de família rica. Claro que ter recursos financeiros ajuda qualquer um, mas o intuito é você sobreviver de seu trabalho, que deve poder ser feito online de qualquer canto do mundo.

Para os mais precavidos, é sempre bom ter uma poupança, principalmente no início, quando está se inserindo no mercado de trabalho com seus projetos pessoais, e demora para ter o retorno e conquistar clientes fixos, e visibilidade.

Entanto, a vida na estrada é mais barata que a vida fixa numa capital por variados motivos:

Não tendo gastos com reparo e taxas anuais de casa, carro… e viajando você pode escolher para onde ir, a vida nas capitais brasileiras tem um alto custo de vida em comparação a muitas outras cidades ao redor do globo, basta pesquisar.

Para os iniciantes em seus negócios, é indicado procurar locais onde a sua moeda de receita/pagamento é mais valorizada que a do local, obtendo maior lucro, e em contrapartida, conhecendo culturas diferentes (para saber mais, clique aqui).

Outro fator, é que quando se está na estrada, sem uma moradia fixa, você diminui o gasto com coisas não essências, como aquela coleção de bolsas da nova coleção de verão, acessórios para o carro, eletrônicos… você opta pelo leve, multiuso, prático e fácil de carregar.

Trabalho

Antes de tudo, é necessário pensar em sua fonte de renda.

Se você tem um trabalho atual que goste, e ele pode ser adaptado para ser feito online, converse com seu chefe e utilize argumentos como a diminuição dos custos e maior produtividade.

Caso não seja possível um acordo, peça demissão, troque de emprego ou crie um projeto.

Veja algo que possa fazer a distância e principalmente, que goste, te motive e te faça se sentir realizado fazendo. Tudo o que fazer bem feito e com dedicação tem maior chances de ter sucesso, pois se gostar, você vai ser criativo e há chances de sair algo inovador.

A mistura de trabalho com lazer se torna constante, dificilmente havendo horários fixos para ambos, esteja preparado para essa possibilidade.

 

O que é fundamental

Adaptar seu trabalho para ser realizado online com via notebook e 4G. Para complementar, utilize as ferramentas gratuitas que há disponíveis, como: Skype, e-mail, paypal, criando um escritório móvel, de forma fácil e barata.

No Brasil, temos problemas com a qualidade da internet, principalmente no interior. Caso deseje viajar por nosso país, antes de ir aos locais, procure pontos de internet fixa onde possa garantir o seu trabalho, geralmente são locais mais próximos as antenas de celulares.

Veja no site das operadoras as regiões de cobertura informando o CEP.

Busque utilizar a wifi de cafés e restaurantes para atividades pesadas na internet, e a 4G para o trabalho.

Pense sobre o que necessita se aprimorar para tocar seu negócio sozinho. Estude e se atualize sobre as ferramentas que irá utilizar e as habilidades que precisa desenvolver. Provavelmente você vai fazer seu financeiro, marketing… e o que mais aparecer, e terá que estudar caso não tenha conhecimento dessas áreas. Outra opção é contratar pessoas para essas funções, caso seu negócio esteja lucrativo.

Em busca da liberdade

Para uma vida nômade, é necessário se livrar das coisas inúteis que acumulou durante a vida. A TV de plasma, a estante cheia de livros, milhares de pares de sapatos… tudo o que a nossa sociedade nos ensinou a consumir, ser necessário mas que não é realmente.

Inicialmente, obter esses objetos traz uma satisfação momentânea, uma felicidade passageira, até um senso de justiça por merecimento de um agrado após horas de trabalho, cansaço, engolindo sapos do chefe com um sorriso no rosto… mas com o passar o do tempo a felicidade da aquisição some, e as coisas significam somente objetos.

Se hoje fosse seu último dia de vida, preferia ter acumulado experiências ou coisas? Aquela viagem para um lugar desconhecido que te marcou ou trocar o carro para um novo modelo?

Para ser um nômade digital, é necessário abrir mão de alguns pertences e pensar na praticidade, um exemplo é a troca de livros físicos por versões digitais, que podem ser levados facilmente em suas viagens. Trocas inteligentes são necessárias para facilitar sua mobilidade durante as viagens.

Se você tem uma casa, pode troca-la por uma menor, buscando diminuir gastos, e a alugar para ajudar nos custos de sua viagem.

Caso queria guardar seus móveis, pode optar por um depósito ou deixar com conhecidos.

Para os mais corajosos, tudo é vendido, ficando somente com o que pode ser levado numa mochila, e o dinheiro, investido na expansão do seu negócio e nas viagens.

Para os casais com filhos, há metodologias de ensino online que buscam se adaptar a essa nova geração que cresceu tecnológica e dinâmica, como a Khan Academy. E o aprendizado vivencial, das viagens, a imersão culturas é algo que não se encontra em livros, o conhecimento prático é um valor desconhecidos para muitos e que fará diferença no desenvolvimento da criança, como também, obter maior contato e companhia dos pais, experiências valiosas que as crianças poderão presenciar.

Pontos positivos e negativos

Poder trabalhar em qualquer lugar: conhecer novos lugares, pessoas e culturas.

Flexibilidade de horários e distribuição do expediente diante o dia.

Gasto menor de custo de vida, dependendo da cidade na qual planeja ir.

Diminuição do consumismo: por necessidade ou desapego da vida na estrada, você aposta em menos coisas superficiais, como a beleza do local aonde irá se hospedar x a praticidade, ou comprar roupas extras, bugigangas…

Mais tempo: sem perder horas no trânsito para ir trabalhar, almoçar, voltar para casa, reuniões…

Autonomia no trabalho: seguir seu ritmo e aspirações, sendo mais produtivo.

Maior proximidade com a família.

Contato com outros locais, culturas e aprendizados, sendo motor da criatividade que poderá contribuir no trabalho.

Aprender novas línguas ou obter fluência.

Carga horária indefinida, algumas vezes ultrapassando 8 horas.

Você está trabalhando em locais onde outros passam férias, podendo não ter tempo para ir em pontos turísticos (dependendo de sua demanda).

Dependência da internet: quando se trabalha online é um fator essencial, sua falta ou falha é um grande gerador de estresse.

Não pertencer a algum lugar: as vezes não ter um lar ou lugar familiar e a sensação de identidade pode fazer falta. Como também, a necessidade de sentir intimidade e confiança, e para quem é solteiro, é difícil manter um relacionamento vivendo desta forma.

Vistos: por mais que goste de um lugar, os vistos variam de 1-6 meses, e o investimento em aumentar o visto ou ficar no lugar é caro, o que obriga que se mude constantemente.

Dificuldade de manter sites, blogs, canal do youtube e outros projetos com qualidade, enquanto se desloca pelo mundo.

Necessidade de se adaptação a diferente fuso horários.

É necessário ser organizado e disciplinado: respeitando os prazos dos clientes, como também dedicado para apresentar um bom trabalho, abrir portas para indicações e surgimento de novos trabalhos.

E vocês, o que acharam? topariam arriscar?

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