Curiosidades sobre o beijo

para comemorar o dia do beijo, que tal saber algumas curiosidades sobre ele?

O artigo foi postado originalmente pela página O Corpo Humano.

primeiro-beijo-Shutterstock_Images-post

-Aparentemente, além de bactérias, há trocas de hormônios durante o beijo. Isso só é possível porque nossa boca contém membranas mucosas permeáveis que capturam vestígios de hormônios. No caso da mulher, ela acaba absorvendo testosterona e ficando mais propensa ao sexo.

-Um dos fatores que faz um primeiro beijo ser horrível ou perfeito é uma maneira que seu organismo tem de reconhecer um parceiro geneticamente compatível com você. Então quando alguém diz que “não teve química”, essa pessoa está mais do que certa no uso da expressão!

-Tudo o que você faz gasta energia e, por consequência, queima calorias. Com o beijo não é diferente. Um beijo rapidinho e romântico pode fazer com que você perca três calorias, enquanto um beijo um pouco mais apaixonante pode fazer com que você perca mais de cinco calorias. Ou seja: quanto mais você beija, mais calorias gasta.

-Beijar pode fazer com que as pessoas criem laços e é por isso que alguns homens vão embora logo após o sexo: para evitar a troca de carinhos que pode acabar em sentimentos mais fortes e maiores intimidades, o que não é o que alguns caras procuram. De novo: alguns. Não digam por aí que estamos generalizando.

-Envolvimento emocional: Se você ainda não viu ao filme Uma Linda Mulher, eis uma boa dica. Nele, Julia Roberts é uma prostituta que, a princípio, fala ao mocinho do filme que não beija clientes. Isso não é só uma licença poética do roteirista do longa, mas é comum que algumas prostitutas, de fato, não beijem seus clientes, a fim de evitar envolvimentos emocionais e sentimentais.

Anúncios

Um pouco sobre a evolução humana…

Ao longo da história, nossos ancentrais evoluiram muito para obter a forma que temos hoje, e nós continuamos evoluindo para nos adaptar a nosso ambiente, entanto, esse processo é lento, e pode não acompanhar muitas das mudanças feitas pela cultura.

Estima-se, que a perda dos pelos do corpo, provavelmente ocorreu há pouco menos de 2 milhões anos, pela realização de longas caminhadas e  a necessidade de esfriar o corpo. Sem pelo, a pele ficou exposto e as células que produziam melanina se espalharam por todo o corpo.

ccbb66bd9a78c39dd42c9a84041ff37b2b8f335b

Fonte

Desta forma, com a migração desde a saída da África, passando pela Ásia, Oceania, Europa e por fim para América, o homem enfrentou inumeras condições climáticas e solares, a pele negra foi uma adaptação para as regiões com maior incidência de raios ultravioleta, que é nocivo, ao mesmo tempo que necessário para formação de vitamina D, sistema imunológico e desenvolvimento dos ossos.

As populações que migraram para regiões menos ensolaradas desenvolveram pele mais clara, pois esta absorve mais facilmente os raios solares, e em condições de sol escasso foi uma adaptação necessária para obter seus nutrientes.

Outras adaptações demonstram influências do clima e do ambiente: a altura para auxiliar no resfriamento do corpo, o cabelo encarapinhado para reter o suor, sol e calor e o oposto para os locais com condições opostas, como um nariz pequeno para diminuir as chances de congelar, narinas estreitas para facilitar o aquecimento do ar, olhos alongados e com dobras de pele como proteção para o evento.

Referencias

Brasil 247

É errado estuprar um robô? Vamos pensar juntos sobre Humans

Hoje vou trazer uma discussão de um post do blog Momentum Saga, referente  se é errado estuprar um robô baseado em situações da série Humans.

Se o robô tiver consciência, ele terá emoções e a capacidade de sentir medo, desamparo, dor, raiva e tristeza. Com um corpo magnético sobre uma fachada humana e consciência real, você acharia errado?

E se este fosse somente parecido com um humano, mas sem consciência, poderia?

Se partirmos do pensamento que é errado estuprar somente quem tem consciência semelhante a de humanos (outros humanos e robos conscientes), então seria liberado estuprar os animais  que tem um nível menor de consciência?

E que tal se fizesemos sexo somente com quem pode ter a capacidade real para refletir sobre a decisão (que é fazer o sexo) e poder optar livremente em dizer sim ou não?

Lembrando que nesta categoria de poder refletir conscientemente da escolha sexual,  não se encaixam crianças e adolescentes, pois estes não tem amplamente desenvolvido suas capacidades cognitivas superiores, principalmente a mielinização cerebral das áreas superiores que nos diferenciam como humanos conscientes de outros animais, e principalmente, nos tornam capazes de identificar as consequências de suas escolhas atuais em nosso futuro.

Afinal, por isso que dirigir e consumir álcool são questões que tem somente legalidade (na maioria parte do mundo desenvolvido) com mais idade, para preservar o sujeito até o periodo que terá maior consciência para realizar escolhas, com um cérebro mais avançado em sua mielinização e desenvolvimento cognitivo.

Enfim, vamos ao post do blog.

Humans.png

Créditos ao post: Momentum Saga

Por que europeus tem olhos azuis, pele clara e tolerância a lactose?

As restrições alimentares não são algo da era moderna. Análises de genomas de 101 asiáticos que viveram na Era do Bronze, mostrou que 90% de sua população era intolerante a lactosa quando adultos.

Mas como surgiram essas mutações? e como se expandiram ?

Neste poste irei falar brevemente de resultados de pesquisas sobre esses assuntos.

Caso queira saber mais e se aprofundar, verifique as referências ao fim do post.

Olhos azuis

maxresdefault

Fonte

Uma análise feita com DNA mitocondrial comprovou que pessoas com outros azuis tem um certo grau de parentesco, por descenderem do mesmo ser humano, que teve uma mutação genética modificando a pigmentação da íris.

De acordo com a pesquisa realizada pelo dinamarquês Hans Eiberg, esse primeiro ser humano com olhos azuis era um caçador, que viveu próximo ao Mar Negro (sul da Europa), á aproximadamente 7 milênios atrás (período Mesolítico 10.000 – 5.000 a.C.), e pela hereditariedade passou essa característica que se manter até hoje (após 300 gerações), que se expandiu pela migração. Portanto, os caçadores que viveram na europa antes da idade do bronze, tinham 2 características marcantes: pele escura e olhos azuis.

“Uma mutação genética afetando o gene OCA2 em nossos cromossomos resultou na criação de um ‘interruptor’, que literalmente ‘desligou’ a habilidade de produzir olhos castanhos”, explica o pesquisador.

Este gene controla nossa produção de melanina, regulando as nossas cores de pele, cabelos e olhos. Desta forma, esse gene bloqueou sua produção em partes, gerando os olhos azuis.

Diferentemente, os olhos verdes ou avelã surgiram de forma mais aleatória, não pudendo ser igualmente “rastreados”.

Não há correlações sobre a coloração da íris com saúde ou capacidade de sobrevivência.

Pele Clara

A pele clara foi somente comum na idade do bronze, e em civilizações como a Europa e Ásia. Como ambas tiveram neste periodo grande imigração do oriente médio, acredita-se que essa mutação tem origem neste local.

Tolerância a lactose na fase adulta

Encontrado em grande parte dos europeus modernos, a tolerância a lactose é a capacidade de digerir o leite na idade adulta. O gado foi inserido na Eurásia ocidental desde a Idade do Bronze, e portanto se considera que a mutação estava bem difundida desde esse período. A pesquisa sugere que a mutação pode ter se originado na Ásia, com o povo Yamnaya, que migrou para a Europa.

Referências

Revista Galileu: todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano

Revista Galileu: por que europeus desenvolveram pele clara e tolerância a lactose?

Climatologia Geográfica

Notícias Yahoo

Dieta rica em carboidratos cozidos foi chave para a evolução da inteligência humana, e não a carne.

Thinkstock

Os carboidratos têm má reputação entre quem quer perder peso, mas tudo indica que, há milhares de anos, alimentos ricos em carboidratos – como os tubérculos – foram cruciais para que ficássemos mais inteligentes.

Ao menos é esta a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e Universidade de Sydney, que afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie.

A razão é simples: a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro.

E, segundo o estudo, o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos – principalmente, dos amidos – sustentou o acelerado crescimento do cérebro “que começou a notar-se a partir do [período] Pleistoceno Médio”.

“A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos”, diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.

Em uma linguagem mais simples, isso quer dizer que uma dieta com alimentos ricos em carboidratos deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva (que algumas das dietas modernas ou em moda ignoram).

Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares – enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares – do que o resto dos primatas, sendo uma adaptação que começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.

A importância da culinária

Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar.

Thinkstock
 
A multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo ao uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis, demonstrando a importância de cozinhar para a evolução humana, Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona.

A conclusão final é que sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução – também deu novos argumentos aos críticos da chamada “dieta paleolítica” ou “dieta paleo”.

Essa “dieta dos homens das cavernas” se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens.

E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, que responsabiliza por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.

Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados.

“Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta”, argumentam no estudo, intitulado A importância da dieta de carboidratos na evolução humana.

Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários.

“Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, médula renal [parte do rim], glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos”, explicam.

O que não significa que reduzir o consumo de calorias não seja saudável. Mas certamente confirma que, antes de começar qualquer dieta, uma consulta com um médico é um passo necessário.

Fonte:

BBC

Debate sobre vídeo de Dawkins: Homoafetividade, controle populacional e necessidade de um controle rígido de natalidade

Este vídeo levante um tema muito interessante e pouco debatido em nosso país, o aumento populacional e a homoafetividade.

*Abaixo escrevo minha visão pessoal sobre as temáticas comentadas no vídeo, caso tenha algo a complementar ou discordar, os comentários estão abertos para apontamentos elaborados sobre o tema.

Pela teoria de Dawkins não é desta forma (gerando uma adaptação pela homoafetividade) que a natureza operaria numa possivel medida de controle populacional, pois nossos genes tem o interesse de se replicar o máximo possivel de forma que tenha recursos para sobreviver, e isso ocorre com reprodução heterosexual.

Este método de sobrevivência baseado em excesso de reprodução, para nós hoje como sociedade moderna, não é mais adaptativo.

O nosso número como espécie tente a aumentar cada vez mais, por variados motivos, sendo os principais os avanços de medicina que aumentam a expectativa de vida e falta de controles rígidos de natalidade. Neste movimento, os recursos para nossa sobrevivência (e de outras espécies) se tornarem cada vez mais escassos, e termos mais competição entre nós mesmos para estes recursos e espaço.

Nosso corpo ainda tem muitas adaptações evolutivas de milênios atrás, tendo o objetivo maior de sua existência: sobreviver e reproduzir. Isto antes isso era necessário para chegarmos aonde estamos hoje, para sobreviver ao ambiente hostil, com muitos predadores e condições ambientais adversas, precisavamos reproduzir rapidamente pois morriamos cedo e muitos filhos não sobreviviam.

Entanto hoje, nossa vida de humanos modernos é muito diferente da que tinhamos a um século atrás, imagine comparar com a vida que tinhamos a milênios. Contornamos essas situações adversas nos adaptanto para isso fisiológicamente e criando instrumentos para facilitar nossas atividades, resultando em mudanças muito rápidas culturais e sociais, mas, nosso corpo não evolui nessa mesma velocidade, e até hoje, continuamos a ter as mesma inclinações evolutivas de milênios atrás, no qual elas eram realmente necessárias, mas que hoje, num contexto totalmente diferente, onde temos necessidades diferentes, é desadaptativa e em vez de promover nossa sobrevivência pode levar ao oposto.

Sobre a homoafetividade, acredito que mesmo não sendo uma adaptação, a homoafetividade faça sua parte para auxiliar no controle populacional, algo que é uma necessidade gritante para muitos países, principalmente os “não desenvolvidos”.

Para uma população se manter, um casal deve ter no máximo 2 filhos, para a população diminuir, um casal deve ter 1 ou nenhum filho.

Já os casais homoafetivos (quando não contituiram familias hetero anteriores com prole) não se reproduzem, compensando a quantidade de filhos que heteros que se reproduziram muito (mais de 2 filhos), auxiliando a estabilizar ou diminuir a densidade populacional. Sem contar que os que desejam, podem adotar crianças abandonadas, podendo dar uma chance a estas de obter uma família, maiores chances de ascensão social e distanciamento da marginalidade por investirem em sua educação e darem um suporte sócio-cultural e afetivo a ela.

Como vemos, o desiquilíbrio de uma espécie (como vemos hoje com nossa grande expansão populacional) causa uma crença de domínio sobre as outras e superioridade, mas isso é uma ilusão, porque levará a competição por recursos básicos (como alimentação e água) entre membros da própria espécie, sem contar os impactos ambientais e extinção de outras espécies.

Por isso neste momento que estamos vivendo, a gravidez deve ser planejada e muito bem pensada, visando o equilíbrio populacional. Ao decidir ter uma criança, isto (por enquanto) é uma decisão somente da mãe ou casal, mas estes devem ter consciência do impacto ao planeta que esta criança vai causar (não somente a mudança na vida pessoal do casal e no financeiro), e tomar isto como responsabilidade, visando tornar a existência de sua prole algo mais sustentável possível. Pois se não houver essa conscientização, o planeta não conseguirá comportar e suprir todas as necessitades de uma espécie de tão grande magnitude como a nossa, se continuar segundo neste rítmo de espansão e aumento de espectativa de vida. 

Autoria própria.

Seu tipo de sangue pode aumentar sua chance de ter Alzheimer

Olá,

Matéria que relata sobre a influencia do nosso sangue na nossa constituição cognitiva.

Eu acho muito interessante conhecermos sobre nossas heranças genéticas e suas influencias sobre nosso desenvolvimento.

Abaixo a matéria:

Coleta de Sangue

O seu tipo de sangue pode influenciar na sua saúde de diversas maneiras. Os cientistas já descobriram que, dependendo do seu tipo sanguíneo, você está mais predisposto a ter certas doenças cardíacas.

Agora, uma nova pesquisa, publicada no Boletim de Pesquisas Cerebrais, revelou que seu tipo sanguíneo pode também influenciar suas chances de desenvolver doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, aponta uma relação entre a quantidade de massa cinzenta (um tecido que forma parte do cérebro) e o tipo sanguíneo de uma pessoa.

Os cientistas descobriram que pessoas com sangue tipo O tinham mais matéria cinzenta do que aquelas com qualquer um dos outros três tipos (A, B e AB).

Segundo os próprios cientistas e outras pesquisas sobre o assunto, quanto maior for o volume de massa cinzenta, maior é a proteção do corpo contra doenças como o Alzheimer.

Os participantes do estudo eram jovens mentalmente saudáveis, que já tinham feito testes de ressonância magnética em outros estudos. Após a descoberta do tipo de sangue, os pesquisadores examinaram os dados dos cérebros de cada pessoa.

Eles descobriram que as pessoas com sangues tipo A, B e AB tem uma quantidade menor de matéria cinzenta na parte posterior do cerebelo.

“Os resultados parecem indicar que pessoas que têm um tipo de sangue O estão mais protegidas contradoenças em que a redução volumétrica é vista em regiões temporal e mediotemporal do cérebro, como o Alzheimer”, disse Matteo DeMarco, um dos autores da pesquisa, em entrevista ao site especializado IFL.

Os cientistas já sabem que, devido ao envelhecimento, o volume da matéria cinzenta diminui. Algumas das primeiras partes do cérebro que são danificadas pelo Alzheimer são as “temporais e límbicas”.

Essas são áreas do cérebro que também estão localizadas na parte traseira do órgão. A pesquisa constatou que elas são menores em pessoas com tipos sanguíneos A, B e AB.

“No entanto, testes adicionais e mais pesquisas são necessárias, pois outros mecanismos biológicos podem estar envolvidos”, concluiu DeMarco.

Fonte:

Exame

Dieta mediterrânea atrasa deterioração cognitiva, diz estudo

Olá Pessoal,
Divulgando hoje uma matéria interessante, sobre como a alimentação afeta diretamente nossa atividade cognitiva.
Para quem tem planos para ser um idoso ativo cognitivamente, segue os benefícios dos frutos secos e azeite de oliva extra virgem.
Mesa com diversos tipos de azeite de oliva

 A dieta mediterrânea, com consumo de azeite de oliva virgem e frutos secos, atrasa a deterioração cognitiva das pessoas associada ao envelhecimento, segundo um estudo realizado pelo Hospital Clínic e cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista “JAMA Internal Medicine”.

O estudo, que fez um acompanhamento durante quatro anos de 447 voluntários, com uma média de idade de início de 67 anos, figura dentro do projeto PREDIMED (Prevenção com Dieta Mediterrânea) e revelou que as pessoas que seguem essa dieta complementada com azeite de oliva extra virgem ou frutos secos têm uma melhor função cognitiva do que as pessoas atribuídas à dieta controle.

O trabalho foi coordenado pelo doutor Emilio Ros, membro do serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital Clínic, do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi Sunyer e do Ciberobn (Centro de Pesquisa Biomédica em Rede Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição).

Ros explicou que o aumento na frequência das doençascomo o Alzheimer ou outros tipos de demência associadas à avançada idade da população fez com que encontrar estratégias singelas que possam prevení-las ou atrasá-las tenha se transformado em uma prioridade de saúde pública.

Diversos estudos já tinham sugerido que existe uma relação entre os hábitos alimentícios e a função cognitiva e que o estresse oxidativo (a incapacidade do corpo para eliminar as toxinas) tem um papel-chave na aparição de doenças neurodegenerativas.

Assim, uma dieta que contém alimentos antioxidantes pode proporcionar proteção contra estas doenças.

No estudo com os 447 voluntários sãos em nível cognitivo, mas com alto risco cardiovascular, de ambos sexos, os médicos atribuíram uma dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva extra virgem, uma dieta mediterrânea com um extra de frutos secos e uma dieta controlada baixa em gordura.

Após quatro anos de acompanhamento, os médicos avaliaram a função cognitiva mediante teste neuropsicológicos ao início e no final da pauta alimentícia marcada e comprovaram que havia uma melhora da função cognitiva nos participantes que seguiram a dieta mediterrânea suplementada com relação aos que fizeram a dieta controle, na qual foi constatada uma deterioração cognitiva, e que esta melhora era independente de variáveis como a idade ou o sexo.

Segundo Ros, a dieta com frutos secos foi mais eficaz para melhorar a memória, enquanto a de azeite de oliva influenciou de forma propícia na cognição frontal (função executiva).

“Estes efeitos beneficentes da dieta mediterrânea são provavelmente devido à grande quantidade de agentes anti-inflamatórios e antioxidantes que proporciona”, disse Emili Ros, que destacou que se trata da primeira vez que em um teste clínico destas características é possível relacionar as mudanças na deterioração cognitiva com os hábitos alimentícios. 

Fonte

Exame 

Cientistas encontram a ligação entre o sistema nervoso e imunológico

Olá pessoal

Essa matéria é muito interessante e fiquei muito animada ao como estamos evoluindo no mapeamento do corpo e suas patologias.

Confiram a matéria

Uma descoberta sem precedentes acaba de ser divulgada em uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, a Nature. Um grupo de cientistas encontrou vasos do sistema linfático que antes passaram despercebido para os cientistas e que percorriam o sistema nervoso central.

Este achado vai mudar os livros, já que acreditava-se que o sistema linfático não ultrapassava a barreira hematoencefálica, uma estrutura de células que impede que certas substâncias cheguem ao cérebro.

Apesar de do sistema linfático estar muito bem mapeado através de todo o corpo, antes deste estudo pensava-se que quando chegava no cérebro os vasos eram interrompidos. Esta nova descoberta vai ser muito boa para realmente saber o que acontece em doenças do sistema nervos central como o Alzheimer, esclerose múltipla e até mesmo o autismo.

Agora os cientistas podem testar mecanicamente como em todo o resto do corpo a relação entre o sistema nervoso central e o sistema imune. O que antes parecia impossível de estudar, agora é uma realidade.

Mas como as coisas passaram sem ser percebidas durante muitos anos? Os pesquisadores que publicaram o artigo afirmaram que o método de preparação das lâminas para observar os vasos foi essencial. Antigamente não se fazia ideia de os vasos linfáticos estariam ali e por isso não existia um procedimento correto para encontra-los.

Nesta nova descoberta, os pesquisadores preparam lâminas para ver ao microscópio as meninges, membranas que separam protegem os vasos sanguíneos que alimentam o cérebro, sem remover o osso do crânio no momento de fixar as células, numa espécie de banhos químicos que mantém íntegro os tecidos.

Após separar cérebro da meninge mais profunda, a pia-máter, todos os constituintes ficavam sem danos, ao contrário dos métodos anteriores onde a fixação do material ocorria quando as meninges já haviam sido separadas do osso do crânio.

Os pesquisadores observaram um padrão similar de rede de vasos que formavam as células imunes observadas nas lâminas preparadas. Eles testaram estas regiões para vasos linfáticos e foi exatamente o que encontraram. Os pesquisadores revelaram que ao ver pela primeira vez isto eles ficaram muito empolgados, porém, continuaram a testar para confirmar a hipótese de que existia uma ligação entre o sistema imune e o cérebro.

Agora, após esta incrível de descoberta, os trabalhos dos cientistas que estudam o cérebro só vão aumentar. Existem várias perguntas sobre doenças que afetam o sistema nervoso central que com esta novidade podem ser resolvidas.

Fonte:

Biologia Total