Um pouco sobre a evolução humana…

Ao longo da história, nossos ancentrais evoluiram muito para obter a forma que temos hoje, e nós continuamos evoluindo para nos adaptar a nosso ambiente, entanto, esse processo é lento, e pode não acompanhar muitas das mudanças feitas pela cultura.

Estima-se, que a perda dos pelos do corpo, provavelmente ocorreu há pouco menos de 2 milhões anos, pela realização de longas caminhadas e  a necessidade de esfriar o corpo. Sem pelo, a pele ficou exposto e as células que produziam melanina se espalharam por todo o corpo.

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Fonte

Desta forma, com a migração desde a saída da África, passando pela Ásia, Oceania, Europa e por fim para América, o homem enfrentou inumeras condições climáticas e solares, a pele negra foi uma adaptação para as regiões com maior incidência de raios ultravioleta, que é nocivo, ao mesmo tempo que necessário para formação de vitamina D, sistema imunológico e desenvolvimento dos ossos.

As populações que migraram para regiões menos ensolaradas desenvolveram pele mais clara, pois esta absorve mais facilmente os raios solares, e em condições de sol escasso foi uma adaptação necessária para obter seus nutrientes.

Outras adaptações demonstram influências do clima e do ambiente: a altura para auxiliar no resfriamento do corpo, o cabelo encarapinhado para reter o suor, sol e calor e o oposto para os locais com condições opostas, como um nariz pequeno para diminuir as chances de congelar, narinas estreitas para facilitar o aquecimento do ar, olhos alongados e com dobras de pele como proteção para o evento.

Referencias

Brasil 247

Direitos animais: 6 causas importantes para 2015

Olá,

Que tal ficar atento as lutas dos direitos dos animais com maior repercussão esse ano?

1- Banir animais exóticos de circos

(Flickr/Forsakenfotos)

Animais exóticos não deveriam fazer parte do circo. Eles sofrem diversos problemas de saúde, psicológicos e o confinamento pode causar incidentes com o público.

Países como Bolívia, Grécia, Peru, Paraguai, Colômbia, Eslovênia e Holanda já sancionaram leis que banem animais em apresentações circenses.

2- Acabar com testes de cosméticos em animais

(Flickr/DavidO)

Muitos países ainda fazem testes de cosméticos em animais. Prática considerada desnecessária e desumana. O ideal é procurar produtos livres de crueldade animal e pressionar autoridades locais para proibir a prática.

Recentemente, São Paulo proibiu testes em animais com esses testes. Leia aqui a matéria. 

3-Gestação engradada de porcos

Humane Society of the United States/ Wikimedia

Boa parte das fazendas de criação de porcos cercam as fêmeas que estão esperando filhotes em grades.

As reprodutoras ficam isolados, em grades de ferro pouco maior do que seus corpos. Elas não conseguem sequer virar-se.

Todo o seu comportamento natural é restrito e os animais sofrem com falta de higiene e também com problemas psicológicos.

4- Pesca de golfinhos no em Taiji, Japão

(Facebook/Sea Shepherd Cove Guardians)

A pesca de golfinhos continua acontecendo em Taiji, Japão. E a próxima temporada já está marcada para setembro.

Diversos movimentos estão pressionando organizações internacionais e japoneses para proibir a pesca de golfinhos no local.

5- Acabar com as fábricas de filhotes ou puppy mills

(Flickr/Cortney Martin)

As Puppy Mills ou fábricas de reprodução de filhotes são instalação que comercializam cães em massa.

Normalmente, os alojamentos não oferecem as melhores condições para os cachorros e são mantidos em gaiolas até serem vendidos.

Muitos aniamais que não são comercializados e perdem valor no mercado são sacrificados.

Por isso não compre, adote um cão.

 6- Sea World: encerre os show com orcas em cativeiro

(Flickr/JaimeW)

O Sea World, nos EUA, está enfrentando uma batalha judicial na Califórnia. Depois de uma série de protestos dos defensores dos direitos animais, uma lei quer proibir a performance de baleias orcas na Califórnia.

Os movimentos querem que a Sea World devolva as 10 baleias que mantém em cativeiro para santuários ao mar aberto.

Fonte (informações e imagens):Catraca Livre

Morte em massa das abelhas pelo mundo: crise na produção de alimentos

Vocês já devem ter ouvido sobre a morte em massa das abelhas ao redor do globo, e as catástrofes ambientais envolvidas e a crise na produção de alimentos. Abaixo trouxe alguns dados:

“No Brasil, desde 2007 há relatos de apicultores sobre a mortalidade súbita de abelhas, no Piauí, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Uma causa é a exposição a pesticidas em plantações de laranja, cana-de-açúcar e soja.“

“Só em Santa Catarina, no ano passado, morreram por causas desconhecidas 100 mil colmeias de abelhas – um terço das 300 mil existentes no Estado.”

A causa

“[…] o principal motivo é a combinação de pesticidas e fungicidas que acabam contaminando o pólen que elas coletam para a alimentação da colmeia.”

“Pesquisas revelam vínculos entre o desaparecimento e a proliferação de pesticidas, que infligem danos à capacidade de navegação dos insetos. “Os pesticidas são uma causa de perdas importantes, com certeza”, afirma o geneticista David De Jong, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (SP)”

“Temos situações de toxicidade aguda, em que as abelhas morrem de uma vez, logo após a aplicação do agrotóxico. Mas há outras em que doses subletais podem fazê-las perder o rumo e não voltar ao ninho. Doses baixas de inseticidas também enfraquecem o sistema imunológico da abelha. O fato é que, com os novos inseticidas do grupo dos neonicotinoides, estamos definitivamente perdendo muitas abelhas Apis mellifera e muitas espécies de abelhas nativas”, adverte o pesquisador, doutorado pela Universidade de Cornell (EUA).

Para saber mais, acesse:

Onde estão as abelhas?

As abelhas estão morrendo, Morgan Freeman cria refúgio para salvá-las

Sobre esses dados alarmantes, resolvemos divulgar a campanha abaixo sobre as funções das abelhas e sua grande importância no meio ambiente.

Para tentar melhorar esse quadro plantando flores para atrair as abelhas a sua casa? ou quem sabe ter uma colmeá?

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Motivo para leite e laticínios não serem consumidos por vegetarianos estritos e veganos

Por que leite e laticínios são alimentos abolidos da alimentação de vegetarianos?

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Muitos acreditam que o leite não leva “a morte do animal” como a carne para ser produzido, e assim o seu consumo não é algo errado ou cruel. Entato caros amigos, infelizmente vamos mostrar neste post que isto não é verdade, a crueldade permeia todo este meio de industrial como todos os outros derivados de animais.

Assim como nós, as vacas são mamíferos e produzem o leite para alimentar seus filhotes, ou seja, para ter leite tem que ter um bezerro que deveria se alimentar dele.

Mas se nós, animais humanos tomamos este leite que deveria ser consumido pelo bezzero, o que acontece com o filhote? Bem, não precisa ser um gênio da lâmpada para descobrir.

Então, como o leite é produzido?

As vacas são fertilizadas pela indústria de produção de leite, utilizando o método de  “inseminação artificial”.

A inseminação artificial é feita com a imobilização da vaca (rape rack ~ instrumento de estupro), que uma vez imobilizada alguém insere o braço no reto do animal para posicionar o útero e em seguida coloca um instrumento de metal em sua vagina para a inseminação.

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Fonte

Quando o animal dá a luz, seu filhote é rapidamente separado para não consumir o leite que irá para bocas humanas, e os que se atrevem a tentar são agredidos.

A vaca após ter o filhote, é inseminada 3 meses depois para voltar a produzir filhotes para gerar o leite.

Após a separação do animalzinho de sua mãe, estes se femininos são separados para a produção de leite, iniciando após 2º ano de vida, e se masculinos são vendidos para a indústria de carne ou couro.

Os machos com carne pobre são destinados a ração de animais.

Os machos com carne de “melhor aspecto” são destinados a produzir carne vermelha, ou vitela. Para produzir a vitela os bezerros ficam confinados para não desenvolverem os músculos e com alimentação de péssima qualidade, no qual ficam anêmicos e com a carne esbranqueçada e macia. Este confinamento acontece em jaulas são sem higiene, e para evitar sua morte por microorganismos os animais tomam uma grande carga de antibióticos, que impregnam na futura carne que muitos consomem.

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“A vitela é a carne de um bezerro anêmico que passa os seus cinco meses de vida em um cercado minúsculo, impedido de se mover, para a carne ficar macia; […]” Fonte

Os destinado a produção de carne vermelha, vão para engorda e 90% destes ficam em jaulas (no qual nem conseguem deitar ou se mover) para não haver perda de peso, vivendo com pouca higiene, superlotação e temperaturas extremas.

As vacas leiteiras após começarem a produzir pouco leite, são mortas e moídas para ser feito o hambúrguer. Do seu estômago (e dos bezerros) é feito o coalho que é utilizado no leite.

Consumo desnecessário

Portanto caros leitores, nenhum derivado de animal é livre de crueldade ou de morte.

Nenhuma vaca quer dar para nós o seu leite que é destinada para nutrir seu filhote, nós somente consequimos isto as confinamos, inseminamos, matando seu filhote para roubar seu leite.

Isto é uma crueldade desnecessária, pois nós nem deveriamos estar tomando o leite desde animal que não foi produzido para nós e para nossa espécie, e além disto, após sair da primeira infância não necessitamos deste tipo de alimentação, ou você já viu outros mamíferos quando adultos tentando surrupiar o leite alheio de outros filhotes?

Por isso, não necessitamos de leite (que não seja o materno para bebês) e laticínios para sobreviver, tanto que muitos de nós são intolerante a lactose ou alérgicos a proteína do leite.

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Fonte

O leite industrializado

O leite industrializado por passar por variados processos como branqueamento, homogeneização e pasteurização para se tormar consumível após sair de um animal em péssimas condições de saúde e higiene, destroem uma enzima denominada fosfatase que essencial para a absorção de cálcio dos produtos lácteos.

Por isso, o leite industrializado não é um alimento saudável, não contém o tipo de cálcio correto para ser absorvido em nosso corpo, que após a pasteurização tem um  efeito oposto em nossos ossos, forçando a retirada de cálcio.

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Tradução: Leite. Ingredientes: Estupro, Tortura, Abuso, Infanticídio, Assassinato, Doença Cardíaca, Câncer de Mama, Obesidade, Osteoporose, Diabetes.

Fonte

Em estudos americanos, o leite foi associado a osteoporose e doenças cardíacas e desenvolvimento de tumores, pois as vacas leiteiras são bombardeadas de hormônios para que produzam 10 à 20x a quantidade normal de leite que naturalmente produziriam para alimentar um bezerro.

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Fonte

Mas claro que isto não é exposto, pois não é de interesse do grande capital que lucra com esta tradição alimentar.

Entanto, veja algumas notícias envolvendo aditivos tóxicos encontrados no leite e a degradação do seu processo de produção:

Os órfãos do leite: Investigação sobre a indústria dos laticínios da America do Sul

Vigilância sanitária encontra formol e proíbe venda de leite que era distribuído em escolas.

PF investiga empresas por urina, soda cáustica e água oxigenada em leite

Saiba que cada vez que consome laticínios (queijo, manteiga, nata, iogurte…),  você sustenta essa forma de produção, aumentando a demanda deste produto e para isso de depredação ambiental, confinamento e morte animal para o produzir.

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Referências

Anda

Vegetarianismo

Humanos estão causando a sexta extinção em massa da Terra

esqueleto da vaca marinha (Foto: tim evanson / flickr/ creative commons)ESQUELETO DA VACA MARINHA (FOTO: TIM EVANSON / FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Vitus Bering, o famoso explorador, talvez tenha liderado a expedição científica mais ambiciosa lá por 1730. Comandando 10 mil pessoas, ele foi encarregado de explorar as vastas terras da Sibéria e o desconhecido mar entre a Sibéria e o Alasca. Em 1741, ele foi forçado a desembarcar em uma terra que posteriormente seria conhecida como ‘ilha de Bering’, onde ele morreria. Em sua equipe estava o médico e naturalista Georg Steller, que descobriu nas calmas águas próximas à ilha um enorme mamífero de três toneladas, similar ao peixe boi, batizada devaca-marinha-de-steller (Hydrodamalis gigas).

A nova espécie é famosa para a ciência por que foi extinta apenas 27 anos depois de ser descoberta. Infelizmente, centenas de outros vertebrados foram extintos por causa da atividade humana nos últimos cinco séculos.

Em nosso último estudo, analisamos se a taxa moderna de extinções causadas por atividades humanas é mais alta do que a taxa natural de extinção. Isso é importante pois nos ajudará a compreender se estamos causando uma extinção em massa.

Na história da Terra, consideramos cinco extinções em massa – episódios nos quais grandes números de espécies foram extintas em um curto período de tempo. Todas as extinções em massa foram causadas por catástrofes naturais, como o impacto de um meteorito.

Taxas de extinção

Em nosso estudo, comparamos a taxa normal de extinção com as modernas. Na taxa normal, feita a partir da análise de milhares de fósseis de mamíferos recuperados dos últimos 2 milhões de anos, é esperado que duas a cada 10 mil espécies sejam perdidas a cada 100 anos. Por exemplo, se temos 40 mil espécies, veremos oito extinções em um século. Uma taxa muito maior do que essa indicaria uma extinção em massa.

Compilamos a lista de espécies extintas e possivelmente extintas da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), uma instituição que analisa esse tipo de dados. E descobrimos que 477 espécies foram extintas no último século.

Em uma taxa normal de extinção, esperaríamos ver apenas 9 extinções. Em outras palavras,tivemos 468 extinções a mais do que o esperado no último século! Colocando de forma diferente, as espécies perdidas nos últimos 100 anos demorariam mais de 10 mil anos para sumirem em uma taxa normal.

A serviço do ecossistema

Nossos resutlados são dramáticos e trágicos. Estamos perdendo espécies muito mais rapidamente agora do que nos últimos 2 milhões de anos. Nesse passo, podemos perder uma proporção enorme de vertebrados, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e peixes nas próximas duas ou três décadas.

A linha de pontinhos pretos mostra a taxa esperada de extinção natural. As linhas coloridas mostram como os vertebrados estão sendo extintos de fato (Foto: science advances - reprodução)A LINHA DE PONTINHOS PRETOS MOSTRA A TAXA ESPERADA DE EXTINÇÃO NATURAL. AS LINHAS COLORIDAS MOSTRAM COMO OS VERTEBRADOS ESTÃO SENDO EXTINTOS DE FATO (FOTO: SCIENCE ADVANCES – REPRODUÇÃO)

Essas espécies são nossas companheiras em nossa viagem pelo universo. Perdê-las têm sérias e muitas consequências. Elas são essenciais para manter o ecossistema funcionando – e também todos os benefícios que temos do funcionamento correto da natureza. A combinação de gases da atmosfera, a qualidade e quantidade da água, a fertilização do solo, polinização… esses são exemplos. Ao perder espécies, estamos erodindo as condições da Terra que são essenciais para o bem-estar humano.

Ainda há tempo de evitar as consequências mais trágicas de uma sexta extinção em massa, já que essa é causada por nós. Devemos controlar o crescimento populacional humano, diminuir as diferenças sociais e pensar em usos mais eficientes para nossos recursos naturais. Precisamos reduzir a perda de habitat, a pesca excessiva, a caça excessiva, a poluição e outros fatores que estão causando o episódio de extinção atual.

Somos a única espécie com capacidade de salvar todos os animais em perigo. Paradoxalmente, salvá-los é a única forma de nos salvar.

*Gerardo Ceballos é pesquisador de ecologia na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)

Fonte

Revista Galileu

Como a vida na Terra se recupera depois de uma extinção em massa?

pintura de john martin descrevendo o apocalipse (Foto: wikimedia commons)PINTURA DE JOHN MARTIN DESCREVENDO O APOCALIPSE (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Avida na Terra está entrando a maior extinção em massa desde a morte dos dinossauros, de acordo com um novo estudo – e os humanos podem estar dentro da lista de espécies ameaçadas. Uma perda catastrófica de espécies deixaria um buraco enorme nos ecossistemas do mundo, e todos os tipos de vida provavelmente evoluiriam para preencher os buracos deixados para trás.

Para considerar com o que estamos lidando quando falamos de extinções em massa, podemos olhar para o passado. Existiram cinco extinções em massa (conhecidas) na história da Terra – mas eu e meus colegas, recentemente, propusemos uma sexta – comprando taxas atuais de mudanças geológicas com as outras cinco, sugerimos que os sinais são claros.

Então vamos ser pessimistas e assumir que o apocalipse vai acontecer. Como a Terra vai ficar depois dele?

A maior crise na história

A fronteira Permiano-Triássica (251 milhões de anos atrás) foi a maior crise na história da Terra, quando pelo menos 90% das espécies morreram. Até os insetos sofreram grandes perdas – a única extinção em massa na longa história deles.

O evento é atribuido aos efeitos das ‘armadilhas siberianas‘ – grandes despejos de lava vulcânica associadas com gases do efeito estufa onde, hoje, é a Rússia. Isso levou ao aquecimento global, acidificação dos oceanos, falta de oxigênio nos oceanos e envenenamento por metais tóxicos, como o mercúrio. É como as mais terríveis previsões climáticas que temos hoje, pioradas.

As poucas espécies que sobreviveram deram origem à toda vida que temos hoje – e não houve nenhuma profunda reestruturação dos ecossistemas desde então, talvez porque a ‘sobrevivência do mais forte’ fez com que seus descendentes fossem mais tolerantes às mudanças globais.

E como era o planeta no início do Triássico? Era quente – bem quente – e aparentemente sem vida em várias áreas. As temperaturas na superfície dos oceanos podiam chegar a 45°C nos trópicos. No grande deserto da Pangeia, a temperatura era ainda mais quente.

O calor fez com que animais terrestres, répteis marinhso e peixes desaparecessem dos nossos dados de fósseis por milhões de anos, a não ser em grandes latitudes, onde acreditamos que era um pouco mais fresco. Na verdade, existem várias lacunas no início do Triássico.

A grande massa do carvão mineral, hoje, vem de várias camadas de samambaias Glossopteris – uma casualidade proemintente, cuja perda levou a um intervalo de 12 milhões de anos.

Aliás, atribuímos ao início do Triássico um aumento na produção de fungos. Notamos que as rochas da época contêm um grande número de esporos, o que atribuímos a enorme quantidade de animais e plantas mortos – comida para os fungos. O calor, a chuva ácida e a destruição do solo (que provavelmente cheirava à baunilha), deve ter deixado boa parte do planeta inabitável.

Sem plantas não há comerdores de plantas. Sem herbívoros não havia carnívoros. Um dos poucos ‘grandes’ sobreviventes terrestres foi o lagarto Lystrosaurus, um vegetariano esquisito que, na ausência de predadores e de competidores, se diversificou com sucesso no Triássico.

o lystrossaurus (Foto: wikimedia commons)O LYSTROSSAURUS (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

O massacre foi ainda pior nos oceanos, onde 96% das espécies foram extintas. A perda de coraisque constroem recifes levou a um período sem recifes de 10 milhões de anos. E pense em um mundo sem recifes, sem toda a vida diversa e abundante que esse ecossistema possui.

Mas a Terra não era, de todo, sem vida – e assim como o Lystrosaurus, existiram histórias de sucesso no mar, mesmo em meio ao horror. O gênero claraia, de bivalves, foi um oportunista que sobreviveu e, rapidamente, se diversificou para preencher as vagas deixadas no ecossistema do fundo do mar pelos Brachiopodas, que dominavam o fundo dos mares. Os membros do claraia eram valentões e podiam suportar níveis de oxigênio baixos – um traço importante para a sobrevivência na época, como você pode imaginar.

fósseis do gênero claraia (Foto: wikimedia commons)FÓSSEIS DO GÊNERO CLARAIA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)
O apocalipse dos dinossauros

Talvez a extinção mais famosa foi a que levou os dinossauros (não-aviários) há cerca de 66 milhões de anos, na fronteira entre o Cretáceo e o Terciário. Além de vítimas famosas, como o Tiranossauro Rex, a virada dos plânctons na outra ponta da cadeia alimentar causou o fim da formação das famosas colinas de giz do Cretáceo que são espalhadas pela Europa.

Seja por meio de um meteorito, de erupções vulcânicas gigantes ou um pouco dos dois, a morte dos dinos, em comparação com a perda do cenário Permiano-Triássico, foi mais modesta: cerca de 75% das espécies globais foram perdidas. Mas, no último caso, a Terra provavelmente se virou mais rápido ou, como 158 milhões de anos antes houve a extinção em massa, a vida se adaptou rapidamente, evoluindo com o estresse.

Claro que dinossauros não estão exatamente extintos. Os pássaros estão aí, descendentes dos poucos sobreviventes do evento entre o Cretáceo e o Tericário – e ninguém pode negar o seu sucesso evolutivo nos outros 66 milhões de anos após o adeus do T.Rex (que tinha jeito de galinha).

Crocodilos e jacarés – os parentes vivos mais próximos dos pássaros – estão entre os sobreviventes. Enquanto é claro que a habilidade dos pássaros de voar até locais mais calmos e com fartura de alimento permitiu que eles prosperassem depois da extinção em massa, ainda não sabemos porque os crocodilos sobreviveram. Teorias sugerem que seus corpos de sangue frio, as águas frescas de seu habitat e até seu QI alto permitiram isso.

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As boas novas: mesmo com toda essa morte e destruição a Terra sempre se recupera, mesmo que tenha sofrido bastante. Sem extinção, não há evolução – as duas estão ligadas profundamente.

Os primeiros dinossauros evoluíram 20 milhões de anos após as perdas do período Permiano-Triássico. A evolução deles certamente foi motivada por um resfriamento do clima durante o “Evento Pluvial Carniano” (quando, basicamente, choveu bastante), nova vegetação e vários espaços para colonizar.

Dinossauros viveram por 165 milhões de anos antes de seu fim, mas sem a sua morte, humanos provavelmente não estariam aqui pra causar seu próprio dano. Mamíferos, é claro, foram os maiores beneficiados com a queda dos dinos.

Se os humanos estão, de fato, condenados, não estaremos por aqui para ser o que irá evoluir e nos substituir. Mas, tenha certeza, nós geólogos não nos levamos muito a sério – sabemos que a Terra é maior do que nós e que vai sobreviver.

*David Bond é professor de geologia na Universidade de Hull

Fonte

Revista Galileu

As 6 piores companhias para Animais – Cruelty

A equipe latino-americana da PETA, organização internacional de defesa dos direitos dos animais, divulgou uma lista com seis empresas que mais maltratam os bichos ao redor do mundo. Confira abaixo quais são essas companhias e por que elas estão nesse “ranking” da instituição.

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Fonte

1. Air France: ao contrário de outras empresas do setor que condenam a prática, a companhia realiza transporte de animais que serão usados em testes de laboratório. E não importa a procedência: nos voos embarcam tanto bichos criados em cativeiro, quanto animais capturados na natureza – e os macacos são os mais comuns nos aviões.

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Fonte

2. McDonald’s: de acordo com a PETA, todas as empresas que fornecem carne de frango à rede de fast food usam métodos arcaicos para matar as aves. Os animais são pendurados de cabeça para baixo e degolados com navalha. Algumas aves que conseguem se esquivar do degolamento são encaminhadas vivas para a próxima etapa: o banho de água fervendo para depenação.

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Fonte

3. Revlon: por mais que a empresa de cosméticos afirme estar afastada de práticas de crueldade animal há mais de 20 anos, a ONG diz que eles estão enganando os consumidores. Isto devido ao fato de que a companhia vende seus produtos na China e, por lá, todos os itens que são importados precisam ser submetidos a testes cruéis com animais antes de chegar ao mercado.

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Fonte

4. SeaWorld: as orcas usadas nos shows para divertir o público são capturadas na natureza ainda bebês ou já nascem em cativeiro, sendo fadadas a viver em tanques de concreto o resto da vida.

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Fonte

5. Ringling Bros: a companhia, que faz apresentações nos EUA, insiste em colocar bichos em seus shows de circo, e o pior: os tratando com muita crueldade.

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Fonte

6. PetSmart: a rede de pet shops só atua nos EUA e no Canadá e entrou no ranking por vender animais de pequeno porte por preços baixíssimos.

Confira o post completo Petalatino (inglês).

Fonte

Catraca Livre