Por que ser vegano ? Os 3 motivos principais

Aqui comentarei os  3 principais motivos que notei no discursos de várias pessoasi como  importantes a escolha do vegetarianismo e veganismo.

Dúvidas, sugestões e complementações podem ser feitas nos comentários (:

Saúde

Cada vez mais saem pesquisas indicando o vegetarianismo como uma dieta alimentar saudável, como recentemente comentado pela OMS:

“Dados da OMS indicam que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo. Em contrapartida, um estudo britânico com mais de 44 mil pessoas revelou que 32% dos vegetarianos tem menos chance de morrer ou necessitar de tratamento para doenças do coração.”

Portanto os vegetarianos estritos que planejam corretamente sua alimentação (como em qualquer dieta alimentar) obtém variados benefícios, principalmente em relação as doenças ocidentais como doenças cardiovasculares e o câncer.

Outro ganho da alimentação vegetariana é que o consumo dos orgânicos é muito difundido nos grupos e locais de alimentação e venda de produtos veganos, sendo um público que evita mais fortemente os alimentos com agrotóxicos, que sabemos que causa inúmeros males.

Ainda hoje (pelo menos em cidades menores) há poucos restaurantes e opções veganas no mercado, levando muitos vegetarianos a preparam sua alimentação em casa e consequentemente evitando os congelados, enlatados e alimentos prontos, que contémubstâncias perigosas como os conservantes, sabores e cheiros artificiais, colorantes… e sem contar o risco de contaminação pro microorganismos.

A alimentação de embutidos (como salsicha, salame e bacon) foram classificados pela OMS na lista do grupo 1 dos carciogênicos juntamente com tabaco, amianto e fumaça de diesel em 2015.

“A salmonela nos anos 1980, a ‘vaca louca’ nos anos 1990, a febre aftosa nos anos 2000, a carne de cavalo há dois anos e agora isso: não adianta passar de uma carne para outra. É mais saudável e melhor para o meio ambiente e para os animais ser vegano”, disse à AFP o líder da associação que prega a exclusão total de todos os produtos de origem animal da alimentação, mesmo o leite e o queijo.” Fonte 

“Ao colocar a carne processada no grupo de carcinogênicos, ela fica no mesmo patamar que o fumo, por exemplo, em que a recomendação é não consumir”, diz o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Departamento de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.” Fonte 

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Meio ambiente

Os dejetos da criação animal (nitratos) polui á água, além do enorme gasto para a produção animal e do produto derivado deste em comparação ao alimentos vegetais. A criação de pasto leva a queima de florestas e áreas verdes para o desmatamento para pasto resultando no  avanço da desertificação, aceleração do aquecimento global, estinção de espécies e o desequilibro do ecossistema dos oceanos pela pesca.

“A pecuária é responsável por mais de 80% de todo desmatamento da Amazônia, pelo menos 50% de todo consumo de água doce do mundo e é o maior responsável pelos processos de degradação e desertificação do solo.”

Leia mais sobre:

Pecuária: Para cada R$1 milhão de receita, R$22 milhões em prejuízos ambientais

Para acabar com a crise da água, mude seus hábitos alimentares 

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Com isto, vemos que a questão do consumo animal é muito mais que uma opção alimentar, pois sua escolha “pessoal” impacta no meio ambiente e na vida de outros seres.

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“Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU”. Fonte

Animais

A produção animal de alta escala (industrial) é um local de confinamento, falta de higiene e maus tratos, que buscam o barateamento e alta produção em vez de condições dignas de vida para o animal.

Nestes locais, os animais vivem em jaulas pequenas sem poder se movimentar ou trocar de posição, superlotação, temperaturas extremas, confinamento com falta de higiene e alimentação de qualidade. Muitos destes locais seguem o ritmo de limpeza de 1x a cada 2 anos. Sem o espaço adequado para se movimentarem, seus músculos atrofiam juntamente com a falta de uma nutrição de qualidade e não quantidade, resultado na morte precoce de muitos. Esta forma de vida leva a necessidade do uso de  maiores cargas de antibióticos para a sobrevivência do animal e aditivos químicos para a carne estar “apta ao consumo”.

A seleção das espécies para o consumo humano depende da sua cultura, como podemos ver no trecho a abaixo:

“A vitela é a carne de um bezerro anêmico que passa os seus cinco meses de vida em um cercado minúsculo, impedido de se mover, para a carne ficar macia; Bichos com pele valiosa não dão cria em cativeiro e são caçados, permanecendo dias com as patas dilaceradas, presas em armadilhas. A pele costuma ser retirada com o animal ainda vivo; Galinhas poedeira vivem espremidas sob luz quase ininterruptas para que comam e botem sem parar; os bicos são cortados para evitar o canibalismo. “Assim como amontoar cães e gatos em gaiolas, como fazem certos restaurantes da China, para que eles sejam escolhidos pelos fregueses e mortos na hora, só se explica por uma brutalização maior do homem, já que nem os animais que se tornaram nossos mais fiéis companheiros são poupados”. Fonte

Os vídeos abaixo mostram a realidade que operam 90% das empresas de criação/produção industrial de derivados animais

O por que se come carne hoje com toda tecnologia e conhecimento que temos?
O consumo de carne não é uma questão nem de saúde e muito menos de sobrevivência, como vimos anteriormente.
A maioria das pessoas hoje escolhe comer carne por hábito, conveniência (pois está presente em varios alimentos congelados, prontos, enlatados, fast food…), tradição ou gosto.
Todas são formas de realizar o consumo da carne foram aprendidas, e por isso podem ser alteradas se a pessoa desejar isto realizar, seja por sua saúde, pela liberdade e respeito pelos animais e/ou pelo meio ambiente.

Qual é a origem do consumo animal?

É passado a nós por variados meios (religião, mídia, socialização, espelhamento…) esta ideologia que o meio ambiente pode ser explorado, assim com a vida que nele habita. O homem é tido como o que reina sobre os animais e natureza, “o topo” da cadeia alimentar banhado num sentimento de superioridade gerando um pensamento de desligamento de nós com os outros animais que aqui vivem compartilhando este planeta com nós e perdemos este sentimento de pertencimento, união, embatia e respeito.

Somos iludidos a não nos ver como um animal também (tanto que em falas que nos comparam com animais ou falam isso são vistas com descrédito ou até absurdas), negando nossa evolução como espécie e nossa combatibilidade genética com os animais, como com o macaco bonobo e chimpanzés, no qual compartilhamos 98% do mapa genético por temos um ancestral em comum (Fonte). Desta forma, negamos muitas de nossas suas semelhanças e caracteristicas com os outros animais, focando nas poucas diferenças que existem, e não nas semelhanças tanto genéticas quanto em sermos pertencentes e dependentes do mesmo ambiente.

Ao deixar a ilusão da superioridade de lado, nos abrimos para um contato com o outro (humanos e animais), desenvolvemos a empatia de nos colocando no lugar do outro e comprender o que está sentido, uma qualidade essencial a ser desenvolvida em nós para sustentar nosso modelo de sociedade atual.

O veganismo é algo além de uma escolha alimentar…

Quando você diz não ao consumo animal, além de modificar sua escolha alimentar, você recusa todo este sistema de exploração no qual você fazia parte financiando sua forma de produção com seu dinheiro ao comprar para consumir.

Os criadores deste sistema, tem o objetivo de lucrar e nada além disso, não se importando com o processo no qual leva a isso (crueldade animal) e com o seu produto final (aditividos químicos que serão consumidos pelos consumidores) na busca de produzir mais, baratear e lucrar mais.

Para parar este ciclo é necessário haver uma reorganização da população que o consome, refletirem sobre a origem do que chega ao seu prato, e ver as contradições deste sistema que na mídia vende saúde e animais felizes no pasto, mas na realidade oferece alimentos de péssima qualidade  envolto ao sofrimento animal.

Muitas vezes ao chegar na reflexão e crítica sobre esta forma de produção acontece pelos questionamentos abaixo:

Como diminuir o impacto de minha existência no planeta?

Como buscar melhor qualidade de vida?

Como saber o que eu estou consumindo, quais são os ingredientes da minha comida, tem algo que me fará mal?

O por que como carne? eu realmente gosto de consumir este alimento?

A morte é ética quando não é com humanos? Tem seres que não tem problema serem mortos?

A morte quando de forma que leve a um “menor sofrimento” menor do animal é sem crueldade? é ética? existe morte sem sofrimento?

É importante meu consumo estar coerente com o que acredito ser certo?

Quais são meus valores pessoais? O que eu penso sobre a morte?

Meu consumo é influenciado pela mídia? Qual é o meu critério para escolher marcas para consumir?

A importância do responsável consumo de marcas

Cada um de nós, quando compra de uma marca, financia e sustenta sua forma de produção, produto final e valores. Pois com o meu consumo eu a permito a continuar produzindo e sobrevivendo no mercado.

Por isto é importante consumir conscientemente, primeiramente é necessário conhecer as marcas que consome, buscar informações e notícias sobre sua produção e investimento, qual é sua postura perante om o meio ambiente, os trabalhadores da empresa e a utilização animal, tanto como matéria prima quando como utilizado em testes de seus produtos.

Uma maior reflexão sobre as questões levantadas neste artigo é uma chance de parar e perceber a consequência de seus comportamentos de forma ampla, de como isto impacta em outras vidas além da sua, no meio ambiente, no consumo de água e se sua existência está prejudicando ou não os outros seres. Um tempo para refletir sobre sua alimentação, a nutrição de seu corpo e a qualidade do que consome.

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Referências

Vegetarianismo 

Vegetarianismo Ser Vegetariano

Vegetarianismo Animais Brutalizados

Vegetarianismo 

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